Vida Financeira
Por que somar a inflação dos anos dá um número errado
Inflação acumula por multiplicação, não por soma — e a soma sempre subestima. A diferença parece pequena num ano, mas cresce com o tempo e muda qualquer conta de correção.

Para saber quanto um valor antigo vale hoje, o instinto de quase todo mundo é somar a inflação de cada período e aplicar o total. A conta é intuitiva — e está errada. Índices de inflação acumulam por MULTIPLICAÇÃO dos fatores (um mais a taxa de cada período), nunca por soma.
O motivo é que a inflação de cada mês incide sobre um preço que já subiu nos meses anteriores — é juro sobre juro, só que dos preços. Somar as taxas ignora esse efeito em cascata, e por isso a soma sempre subestima o acumulado verdadeiro.
Num período curto e com inflação baixa, a diferença entre somar e multiplicar é pequena e passa despercebida. Mas ela cresce com o tempo e cresce com a inflação: em correções de vários anos — um aluguel antigo, uma dívida, uma pensão, um contrato — o erro da soma vira dinheiro de verdade saindo do bolso de alguém.
O índice certo para a maioria dessas contas é o IPCA, a inflação oficial do país. E vale lembrar o que a correção significa: um valor corrigido pela inflação não rendeu nada — apenas manteve o poder de compra. Corrigir repõe o que os preços comeram; ganho de verdade é só o que vem acima disso.
Publicado em 10 de junho de 2026
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Correção pela Inflação
Já com as tabelas oficiais aplicadas — é só colocar o seu número.
Abrir agoraEscrito por
Equipe Novare
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Conteúdo educativo da Novare, consultoria independente que não recebe comissão de banco, corretora ou seguradora. Cada texto explica uma conta do dia a dia e termina na ferramenta que a resolve.
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