Vida Financeira
SAC ou Price: a diferença que o gerente não explica
Na SAC a parcela começa maior e cai todo mês; na Price ela é fixa, mas o total de juros sai mais caro. A escolha é entre o orçamento de hoje e o custo do contrato inteiro.

Na hora de financiar a casa, o banco costuma oferecer duas tabelas — SAC e Price — e a explicação raramente vai além de 'uma parcela cai, a outra é fixa'. Só que a diferença entre elas mora no total de juros do contrato, e é aí que a escolha pesa de verdade.
Na SAC, a amortização é constante: todo mês o mesmo pedaço da dívida é abatido. Por isso a parcela COMEÇA MAIOR e vai caindo mês a mês, conforme o saldo devedor encolhe — e, no fim do contrato, o total pago em juros é menor.
Na Price, a parcela é fixa do primeiro ao último mês. Parece mais confortável, mas tem um detalhe que ninguém conta: no começo, quase tudo da parcela é juro e muito pouco amortiza. A dívida demora a ceder — e o total de juros pago no contrato sai maior que na SAC.
A escolha certa, portanto, não é 'qual tabela é melhor', e sim qual restrição manda: se o orçamento de HOJE está apertado, a Price alivia o início; se o objetivo é pagar o menor custo TOTAL, a SAC sai mais barata. É uma troca de conforto agora por dinheiro depois.
Uma ressalva antes de assinar qualquer uma: compare sempre pelo CET, o custo efetivo total — ele inclui tarifas e seguros além da taxa, e é o número que mostra o preço real do financiamento. Simular os dois sistemas lado a lado, com o mesmo valor e prazo, é o jeito de ver a diferença em reais, não em promessa de gerente.
Publicado em 20 de maio de 2026
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Financiamento da Casa
Já com as tabelas oficiais aplicadas — é só colocar o seu número.
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