Investimentos
A tabela regressiva do IR: por que esperar 2 anos muda a conta
Na renda fixa, o imposto sobre o rendimento cai conforme o tempo passa: de 22,5% no curtíssimo prazo até 15% depois de 2 anos. O mesmo papel rende mais líquido só por esperar.

Boa parte da renda fixa — CDB, Tesouro Direto — paga imposto de renda por uma tabela que recompensa a paciência: quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a alíquota. É a chamada tabela regressiva, e ela muda o resultado líquido sem que o investimento em si mude nada.
As faixas são quatro: 22,5% para resgates em até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Ou seja: o mesmo papel, com o mesmo rendimento bruto, entrega mais no bolso se o resgate esperar cruzar a fronteira dos 2 anos.
Um detalhe que tranquiliza quem está começando: o imposto incide só sobre o RENDIMENTO, nunca sobre o principal. O dinheiro que você aportou volta inteiro — a mordida é só na parte que cresceu.
Isso cria uma pegadinha de planejamento: resgatar um pouco antes de virar a faixa é jogar alíquota fora. Quem sabe que vai precisar do dinheiro perto de uma dessas fronteiras — 180, 360 ou 720 dias — ganha só por alinhar a data do resgate com a tabela, quando o prazo do objetivo permite.
Existe ainda o caso à parte: LCI e LCA são isentas de imposto de renda para pessoa física. Por isso comparar renda fixa pelo rendimento bruto engana — um papel isento com taxa menor pode entregar mais líquido que um tributado com taxa maior, e só a conta com o imposto na ponta responde qual vence.
Publicado em 2 de abril de 2026
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